No texto "Do acaso a intenção em Estudos Sociais", Maria Aparecida Bergamaschi aborda sobre o planejamento em Estudos Sociais. Ela diz que planejar não é esboçar um roteiro, mas um "impulsionador da prática pedagógica". A cada época a história era ensinada segundo a visão e os interesses daquele período. A partir da Escola Nova "introduzem a necessidade de ensinar, considerando também a realidade." Porém em uma prática transmissiva de obediência e subserviência. É importante buscar nos alunos o que eles já sabem, para a partir do seu conhecimento a respeito dos conceitos a serem trabalhados fazer um planejamento que traga situações diárias, que contemple a aprendizagem e competências individuais e trabalhos coletivos. Além de considerar os conhecimentos prévios de seu aluno o professor precisa conhecer o pensamento dele, como ele aprende. Bergamaschi diz também que: "Planejar a partir de uma temática denota uma preocupação em não fragmentar os conhecimentos como historicamente a escola tem feito." Vemos que em Estudos Sociais, como todas as disciplinas, carrega uma identidade social e política. O que trabalhamos hoje na escola refletirá no futuro, nas atitudes do cidadão. Portanto, a pedagogia empregada sinalizará a sociedade desejada. A base da Pedagogia de Projeto é o planejamento, que através de cada passo desenvolve no aluno a capacidade de refletir, questionar, interagir, concluir, decidir, formando um cidadão, um ser social.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Ciências e os meios de comunicação
Os professores do CAT ainda encontram muita dificuldade em trabalhar os conteúdos de ciências. Nesta situação, as práticas transmissivas continuam sendo reproduzidas. A prática que envolve a ação do aluno que fazemos hoje na escola é a mesma que nós, quando éramos alunos do CAT, há alguns anos atrás fizemos: plantar um grão de feijão no algodão. Para que haja mudança na prática é necessário que o professor se conscientize porque e para que se trabalha ciências nas séries iniciais. Os meios de comunicação estão tão presentes na vida dos alunos quanto a escola, às vezes, o aluno passa mais tempo em frente a tevê que dentro da escola. Os valores passados pela mídia na publicidade são para o uso e consumo dos produtos dos patrocinadores. No texto de Marise Barros Amaral (1997), (Tele)Natureza e a construção do natural: um olhar sobre imagens da natureza na publicidade, que trabalhamos na interdisciplina Representação do Mundo pelas Ciências Naturais, propõe reflexão e discussão sobre a influência da mídia nas relações do homem com a natureza . Ela diz: "Em seu trabalho, os educadores necessitam estar atentos às formas plurais de produção de sentido do nosso mundo atual". E "Precisamos, também entender a dinâmica de produção de sentido em que estamos envolvidos". O aluno tem muita curiosidade a respeito da natureza. Para que o aluno tenha consciência de sua realidade e sua participação nesta mudança, ele precisa pesquisar, atuar, refletir, discutir e concluir. A Pedagogia de Projeto propicia estas ações para a construção do conhecimento e formação do indivíduo como ser social.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Aprendizagem Eixos 1, 2 e 3
Como já escrevi muitas vezes aqui, as mudanças em minha prática não acontecem de imediato, inclusive dei um exemplo na postagem anterior. Conforme vou tomando contato com uma informação vou refletindo, selecionando, reunindo, resignificando ideias, teorias e conceitos, modificando paulatinamente minha prática. No meu relatório de estágio ficou o registro de algumas atividades que trabalhamos nos Eixos 1, 2 e 3. Inúmeras outras que não foram realizadas no estágio também estão incorporadas aos meus conceitos, mudando minha visão e postura. Outro exemplo seria que antes de ser professora já contava histórias para crianças, mas quando a criança já sabia ler, eu pedia que ela lesse. Como professora nunca trabalhei com a primeira série, meus alunos chegavam na minha turma lendo. Pouco lia para eles. Muitas vezes quando se trabalha com crianças acima de 10 anos elas desdenham a história ou a contação de histórias. Assim, fui desistindo de contar. Depois da Interdisciplina Literatura Infantil e Aprendizagem, voltei a contar histórias mais apropriadas a cada turma, ou pelo menos para o maior número de alunos. Tento mostrar a eles que se pode "entrar em histórias" independente da idade. Com o desdém, quando ele acontece, lido de outra forma sem que prejudique a turma toda.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Artes no CAT- formação do ser social
Neste portfólio já me referi ao que pensava sobre Artes na escola antes da Interdisciplina de Artes Visuais, no Eixo 3 e que estava repensando os meus conceitos e prática. Agora posso arfirmar que houve modificação. Em meu estágio trabalhei pela primeira vez a releitura da obra de arte de Tarsila do Amaral, "A Família". Além de trabalhar a atividade, estava dentro de um projeto de aprendizagem, completamente articulada e contextualizada, estávamos trabalhando as famílias e as oringens dos alunos. Na nossa cultura as artes ainda são elitizadas. É difícil para a grande parte da população ter acesso às artes. Mesmo a visita a museus, que não é paga, não é um hábito da população. Quando a proposta do educador está voltada para a formação do ser social, minha proposta de reflexão no TCC, o aluno não pode ser discriminado ou excluído de nenhum assunto. As informações chegam a todos, o educador precisa auxiliar seu aluno a transformá-la em conhecimento.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Independência na escolha
No texto apresentado pela interdisciplina Música na Escola, Eixo 3, "Por que você ouve tanta porcaria?" de Allison Avila, retirado da Revista Aplauso, Porto Alegre, Ano 3, nº 22 de 2000, ele discorre como as gravadoras e rádios determinam o que é sucesso. Em um trecho Raul Albornoz, diretor do selo Antídoto diz: "Estamos em um mundo capitalista, e existe quem oferece porque existe quem compra..." Adiante acrescenta que: "O mercado funciona de forma muito organizada, e o principal combustível disso se chama grana. É feito um planejamento envolvendo milhões. As gravadoras atuam com equipes espalhadas pelo Brasil para lançar, vamos supor, a música do chiclezinho. Os escritórios regionais recebem o CD, é marcado um dia para ser feito um lançamento nacional, e o produto é apresentado para os veículos que têm um perfil para tocar isso." Em outra parte do texto é explicitada que a repetição da mesma música acontece em média vinte vezes ao dia. A ex-diretora da rádio Ipanema FM e colaboradora da rádio FM Cultura e do jornal ABC Domingo, de Novo Hamburgo, Katia Suman diz: "O sistema é assim: a música vai tocar 300 vezes até que o cara ache que gosta daquilo." Esta repetição programada acaba estabelecendo um padrão de gosto. Assim, são definidas quais serão as estrelas do momento. A política não está dissociada da educação. Nosso aluno não está acostmado a fazer escolhas. Nem mesmo a diversão é uma escolha simples do indivíduo, ele é induzido a gostar do que lhe querem vender ou fazer crer. Com a pedagogia de projeto deve-se levar o aluno a tirar suas próprias conclusões, refletir para fazer suas escolhas, formando-o um cidadão consciente e crítico.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Mudei o tema de meu TCC, já que o assunto escolhido anteriormente era muito amplo. A Pegagogia de Projeto para formação do indivíduo como ser social é minha nova proposta e foco da minha pesquisa.
No texto Professores como intelectuais transformadores, de Henry Giroux (1997), que lemos e refletimos no Eixo I, na interdisciplina Escola, Projeto Pedagógico e Currículo, diz: "Tornar o político mais pedagógico significa utilizar formas de pedagogia que incorporem interesses políticos que tenham natureza emancipadora; isto é, utilizar formas de pedagogia que tratem os estudantes como agentes críticos; tornar o conhecimento problemático; utilizar o diálogo crítico e afirmativo; e argumentar em prol de um mundo qualitativo melhor para todas as pessoas." De fato, os educadores precisam trazer para a sala de aula questões cotidianas para reflexão, discussão e possíveis soluções. Através da Pedagogia de Projeto aproxima-se os saberes da escola à vivência do aluno, desenvolve-se o posicionamento político emancipador, forma-se um cidadão crítico, capaz de tirar suas conclusões e fazer suas escolhas, realizar as transformações necessárias à sociedade.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Tema do TCC
O assunto escolhido para o tcc parte das experiências que vivi no estágio e da observação do trabalho de colegas que me cercaram neste período. O uso em sala de aula das mídias e tecnologias digitais na construção da aprendizagem tem me feito questionar. O fato de estar presente não garante a inovação ou atualização das prática pedagógicas, não significa necessariamente acompanhar a evolução da ciência e da tecnologia, tão pouco assegura a aprendizagem. É necessário que se faça um planejamento de acordo com o que será trabalhado e com objetivos definidos. Assim, a escola estará compartilhando como o aluno o tempo real das informações usando ferramentas que os alunos já conhecem e muitas vezes não sabem tirar o melhor proveito que elas podem oferecer. Quando usadas sem planejamento e objetivos corre-se o risco de termos somente a aparência de inovação quando na verdade estaremos mantendo as práticas transmissivas, sem de fato estar contribuindo para a construção da aprendizagem. Estas práticas doutrinaram os alunos a receber do professor o que ele tem para oferecer, do jeito e na forma que ele propõe. As tecnologias devem ser usadas para a integração e o trabalho cooperativo, não como distração ou preenchimento do tempo. Será uma grande transformação na educação o uso das mídias e tecnologias digitais na sala de aula se mudarmos também os paradigmas convencionais do ensino, em relação aos conteúdos, a forma de trabalhar os conteúdos e as relações entre alunos e professores.
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