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domingo, 11 de abril de 2010

Aplicando a teoria

As arquiteturas pedagógicas desenvolvem no aluno a capacidade da construção de sua aprendizagem, levando-o a refletir e agir. São expandidas as capacidades individuais e do grupo. Desenvolve a autonomia na aprendizagem e a cooperação. Cada um tem seu tempo para absorver, interpretar e compreender uma informação e interagir, em vários ambientes, não somente na sala de aula. Desta forma acaba com a imagem do professor detentor do saber e a sala de aula como lugar único de "distribuição-oferecimento" deste saber. Vemos que grandes profissionais se tornaram "grandes" por sua pesquisa e prática, e que excelentes alunos não se tornaram necessariamente grandes profissionais.
Procuro trabalhar com meus alunos questionando-os constantemente. O que pensam ou sabem sobre o assunto. Pesquisamos e discutimos comparando o que pensávamos e o que encontramos, sobre os mais variados temas. Porém, estruturar uma arquitetura pedagógica para aplicar ainda não me é bem claro. Faço uso das tecnologias e sei que arquitetura pedagógica é inovação, criatividade e envolvimento do grupo para a aprendizagem, mas na prática ainda não me sinto segura se o que executo é uma arquitetura pedagógica.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Começo do Estágio

A cada etapa deste curso fico mais satisfeita. A aula presencial de ontem foi bem esclarecedora. A insegurança de por em prática as arquiteturas pedagógicas ainda existe, porém em relação ao estágio fiquei bem tranquila. Neste momento estou eufórica por ter pego este ano um quarto ano depois de seis anos em segunda série e terceiro ano, e ainda depois de, no final do ano passado, ter tido o susto de "sobrar" para mim uma turma de alfabetização. A minha satisfação neste momento é tão grande que vem uma "explosão de ideias" que está difícil de organizar. O uso da tecnologia hoje já é uma constante em meu trabalho. O quê usar e em qual momento, ainda não consegui definir. Muitas das atividades que vimos ao longo do curso como em música, teatro, ciências, a importância de trabalhar lateralidade, localização e linha do tempo, eu já havia trabalhado, mas não usava ou tinha tanta segurança no uso das tecnologias. Com certeza serão experiências mais enriquecedoras.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

TCC

Ontem estivemos na UFRGS para ouvir das alunas de pedagogia do curso presencial sobre seu TCC, de onde partiram, como elaboraram, como foi a construção e a apresentação para a banca. As apresentações foram claras, envolventes e os temas abordados muito interessantes. Desmistificamos muitas ideias que tínhamos, desde o tema que não apareceria, a elaboração, a apresentação e outros tantos. Pelos relatos percebemos que a pesquisa é grande e que muitas vezes busca-se abordar um aspecto muito amplo, impossível de ser trabalhado no tempo proposto, prejudicando a qualidade e o enfoque. Também foi comentado da importância do orientador e o orientando terem uma relação de entendimento para que haja troca, para aceitar críticas e sugestões. Foi mais uma experiência que este curso nos proporcionou, buscando sempre orientar e tranquilizar seus alunos frente a novos desafios.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Eleição de Diretores nas Escolas Estaduais

Hoje teve eleição de direção nas escolas estaduais. Propus-me a ajudar na escola onde trabalho, apesar das inúmeras coisas que tenho para fazer. Transcorreram tranquilamente e parece que a diretora será reeleita. Ela é uma pessoa muito eficiente, dedicada, prestativa e ótima administradora. Porém, como já comentei em outra oportunidade é a mesma diretora na escola há mais de 12 anos. As pessoas precisam mudar de posição para terem outros pontos de vista. Por mais empenhada que ela esteja e faça cursos, a visão é praticamente a mesma. Há queixas e comentários que acontecem pelos corredores da escola que muitas vezes chegam aos ouvidos dela de forma distorcida, não trazendo benefício a ninguém. As pessoas precisam sair de suas rotinas, que apesar de se queixarem que são estressantes, elas acreditam que garantem a continuidade do que já conhecem e têm medo de experimentar o novo. Às vezes penso que os professores esquecem que a prioridade da escola é a educação, é o aluno, é a parte pedagógica. Estamos voltados para uma cultura capitalista que se precisa arrecadar dinheiro para a escola comprar, montar, consertar...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A Escola

A escola é o lugar cultural onde o conhecimento é construído através de experiências e trocas, reconhecido pela pluralidade de linguagens e classes, onde há convergências e discussões, onde professores e alunos são autores de suas aprendizagens. Professores e alunos lêem o mundo conforme a teoria pedagógica empregada. Ela poderá silenciar suas vozes, marginalizá-los ou atender as necessidades da coletividade. Em uma sociedade democrática, a escola não pode servir a interesses de grupos. Ela precisa ser defendida como espaço público democrático e plural. Propostas de descentralização, interdisciplinaridade, ensino globalizado, autonomia e participação, são palavras muito frequentes nas escolas, mas só farão sentido se estiverem integradas a reformas educacionais que visem uma educação democrática, solidária e crítica, formando pessoas capazes de realmente exercerem sua cidadania. É na escola pública que se propaga a solidariedade, a democracia e a justiça social.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Se oportunizar a novas propostas

Esta semana em uma reunião de CAT na escola em que trabalho, discutíamos o que deveria ser requisito básico para o aluno ser aprovado para o ano seguinte. Especificamente falávamos de matemática. Alguém dizia que deveria ser trabalhada bem a multiplicação para depois entrar na divisão, e que isto não deveria ocorrer no segundo ano. Lembrei das aulas de “representação do mundo pela matemática”, e na intenção de mostrar outra proposta de trabalho, disse que como vimos na interdisciplina, trabalha-se as quatro operações simultaneamente, que não há necessidade de trabalhar separadamente, mas acrescentei que mais importante é a segurança do professor, se ele não se sente seguro melhor não trabalhar. Algumas colegas me bombardearam com expressões do tipo “teoria de quem não está na sala de aula”, “o colégio X e Y não trabalha divisão com alunos tão pequenos”, “eles não têm maturidade para compreender a divisão”.
Se professor tem resistência a pensar novas propostas, como pode propor ao aluno novas perspectivas? Ainda vemos professores enraizados em conceitos como se fossem imutáveis e o argumento para esta resistência é a sua experiência profissional. Fica muito difícil argumentar com quem não se propõe nem a pensar em novos conceitos. Quem é o professor para esta pessoa? Como ela pode fazer parte do processo de construção da aprendizagem de um aluno se para ela só existe um caminho, uma verdade? Se ela acha que já sabe tudo, ela acha que não precisa aprender mais. Então, para esta pessoa, aprender com o aluno é algo inimaginável, impossível. É claro que a experiência profissional é muito importante, mas não pode sedimentar conceitos.
Bem, porque contei toda esta história? Para dizer que fico triste por ver colegas presas a conceitos. Por outro lado, dentro de mim, me senti ENORME e ao mesmo tempo tão leve, capaz de voar, por me sentir pronta para rever conceitos, propor, arriscar, aprender, ressignificar... Acima de tudo confiante na aprendizagem deste curso. O embasamento teórico, nossas trocas e tudo mais que acontece me proporcionou uma outra visão. Rever conceitos não significa insegurança ou mudança de uma coisa errada para certa, rever conceitos é ler o mundo que está acontecendo.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Educação, Civilização e Barbárie

Produzindo o texto Educação, Civilização e Barbárie, me veio a mente uma música, enquanto lembrava a letra e cantava percebi que expressava o que eu estava sentindo naquele momento.
http://www.youtube.com/watch?v=NQcH-gb-JBo