A mãe de um aluno veio falar comigo preocupada que seu filho não copiava todas as atividades. Este menino copia realmente muito pouco, porém participa muito em todos os momentos. Para meus alunos costumo fazer duas brincadeiras: uma dizendo que este aluno será um tradutor simultâneo, aquele que vemos na tevê na entrega do Oscar, pois ele fala junto comigo com completa compreensão; a segunda é em relação a cópia de uma maneira geral, digo que se eu valorizasse demais a cópia trabalharia com máquinas copiadoras e não com alunos. Para as mães digo que o mais importante é que o aluno participe das atividades e compreenda, o registro acontecerá em algum momento e que a cópia não garante a compreensão. A compreensão deve ser percebida na mudança de comportamento que é mais importante que o registro. Tive uma aluna que tinha um caderno perfeito, mas pouca compreensão do que copiava. Tem uma frase da Emília Ferreiro que sempre me lembro: "Ler não é decifrar, escrever não é copiar".
segunda-feira, 24 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
No exercício da profissão, na tentativa de acertar e melhorar, vamos refletindo e observando, inclusive a prática de colegas. Percebo muitas vezes o quanto dificultam o próprio trabalho agindo de forma grosseira e usando palavras de rejeição com seus alunos. Para Piaget a afetividade exerce profunda influência no desenvolvimento intelectual. Estas atitudes podem levar o aluno a sentir-se marginalizado, uma situação que talvez ele acredite e se habitue. O excesso de trabalho dos profissionais de educação faz com que se extressem e rapidamente percam o equilíbrio emocional. Se trabalhamos demais e ganhamos pouco, o alvo a ser atingido é outro, em nada contribui atingir o aluno. Ao contrário, devemos estabelecer uma relação de afetividade e desenvolver a reflexão crítica e a autonomia, como sugere Paulo Freire, para que ajam conscientes de sua situação, sem sentirem-se oprimidos.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Afetividade
No exercício da profissão, na tentativa de acertar e melhorar, vamos modificando nossa prática. Todos sabemos que a afetividade está relacionada com a aprendizagem. Observando a atitude de colegas percebo o quanto dificultam o próprio trabalho agindo de forma grosseira e usando palavras de rejeição com o seus alunos. A resposta deles só poderá ser de defesa, ou seja, um comportamento que tumultue a aula e agrida a professora. Leva o aluno a sentir-se marginalizado, uma situação que talvez ele se habitue. É comum determinados alunos ficarem rotulados na escola. Quando a professora vê este aluno em sua lista já tem uma imagem dele sem realmente conhecê-lo. O excesso de trabalho dos profissionais de educação faz com que se estresse e rapidamente percam o equilíbrio emocional. Se trabalhamos demais e ganhamos pouco, o alvo a ser atingido é outro, em nada contribui agredir o aluno. Ao contrário, devemos estabelecer uma relação de afetividade e desenvolver a reflexão crítica e a autonomia para agirem sem sentirem-se oprimidos.
domingo, 2 de maio de 2010
Fazer escolhas
Faz algum tempo, toda vez que aparece uma proposta de aprendizagem, seja para mim ou para meus alunos, pergunto: "Para quê?" "No que será útil para meus alunos aprenderem este conteúdo?" Se algum tempo atrás eu me achava criteriosa, agora sou mais. Em uma reunião na escola uma professora trouxe uma proposta de atividade que ela usava há mais de vinte anos com seus alunos. Reforçava em cada explicação que "desenvolve um monte". Ela está fora da sala de aula há muito tempo e parece que não faz nenhum curso de atualização, até seu argumento é pobre. Para incentivar a aprendizagem é necessário um embasamento teórico que evidencie o que se está afirmando. Desenvolvo minha aula norteada pelos conteúdos programados, mas principalmente pelo interesse e curiosidade de meu aluno sobre algo. Prontamente tomo as providências para juntos desfazermos as dúvidas. Só prolongo ou desenvolvo um assunto se penso que de alguma forma será útil ou interessante em algum momento da vida dele. O professor tem nas mãos a chance de mostrar ao aluno que há um mundo a ser revelado, evoluído, inventado, e o indivíduo tem que se habituar a fazer suas escolhas, inclusive na aprendizagem.
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