domingo, 20 de junho de 2010

Relacionando a prática com a teoria

Explicando a postagem da semana anterior.

Para Vygotski todo aprendizado é mediado, o foco está na interação, se produz conhecimento na relação aluno-professor e aluno-aluno. Para ele aprende-se observando o meio, entrando em contato com o que já foi descoberto e organizando o conhecimento junto com os outros, professor e colegas. Na sala de aula há mais colaboração e os erros são considerados parte do aprendizado. Assim formamos neste ambiente pessoas cooperativas que tenham compromisso com o mundo e com o outro, que saibam expor suas ideias e ouvir a opinião dos outros.

O aluno observa na filmagem o desempenho do colega na fala, tom de voz, postura e critica como espectador. O aluno que foi filmado também vai se ver na filmagem e pode concordar o não com o colega, porém a crítica está em auxiliar um desempenho melhor. Com a prática irá habituar-se a aceitar a crítica de forma a selecionar o que realmente lhe trará contribuição.

domingo, 13 de junho de 2010

Pensando no TCC

Na última aula presencial comentamos sobre nossa prática em sala de aula e já surgiu para alguns a ideia do tema do TCC. Ainda não estou bem certa, tenho filmado muito meus alunos. Fotografias já fazem parte de minha sala de aula e no final do ano cada aluno recebe um cd com as fotos. Este ano descobri as filmagens. Minha proposta para este ano era que trouxessem notícias sobre Porto Alegre. Em um determinado dia combinado, cada um contaria a notícia que trouxe e a professora filmaria da mesma forma que os noticiários da tevê. A filmagem mexeu com todos os alunos, de formas diferentes. Uns queriam ser filmados mesmo sem preparar nada, outros não gostaram da sua filmagem e queriam gravar novamente, outros ficaram na frente da filmadora e não sabiam mais o que haviam preparado e outros nem queriam chegar perto da filmadora. Resolvemos filmar somente quem quisesse, depois vemos as filmagens e tentamos auxiliar os colegas para melhorar a postura, a voz, o olhar. Esta troca tem aproximado mais os alunos. Eles estão sabendo ouvir a opinião dos colegas, entendendo que o colega está interessado em seu desempenho. Todos estão envolvidos, eu poderia dizer que é um trabalho em equipe, onde cada um faz sua parte. Para o TCC tenho dúvidas, para a sala de aula a filmadora já é ferramenta de trabalho.

domingo, 6 de junho de 2010

Visão construtivista

Na prática, meu trabalho segue a mesma proposta do curso que é a aprendizagem pela autoria, incentivando a autonomia, a integração e a cooperação. Em reunião com os pais explico minha proposta e reforço nossa participação na construção da sociedade.
Tenho um aluno que tem muitas dificuldades em partilhar, sejam ideias ou materias. Recebo constantes reclamações dos colegas por suas atitudes. Em mais de uma oportunidade já comentei com a mãe dele sobre sua postura. Ela deixou claro que talvez seja comigo o problema, que em outros ambientes isto não acontece. Me perguntou se minha prática era uma recomendação da escola, portanto todas, ou outras professoras trabalhavam assim ou era uma linha que somente eu seguia. Deixei claro que não havia motivo para discussão, eu apenas estava expressando uma constatação, que trabalho desta forma por acreditar num resultado positivo. Desejo que ele viva hoje em um ambiente agradável de aprendizagem e que esta aprendizagem seja uma boa base para a construção do seu conhecimento. Não discuti nem me ofendi, mas fui procurar as professoras que ele teve nos anos anteriores que me confirmaram as atitudes do menino e a negação da mãe. Lendo um texto de Fernando Becker, sobre construtivismo, encontrei esta frase: "Se o professor conceber o conhecimento do ponto de vista construtivista, ele procurará conhecer o aluno como uma síntese individual da interação desse sujeito com o meio social (cultural, político, econômico, etc)." Meu aluno age assim por sua bagagem, porém a escola também é um meio que ele frequenta, não está acabado, vou continuar incentivando meu aluno a partilhar.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Brincar

Em uma reunião uma colega citou algo que aprendeu comigo, imediatamente lembrei e sempre comento que aprendi com ela, a brincar com meus alunos. Não trabalhávamos na mesma série, mas volta e meia ela entrava na minha sala, dava palpites, trocávamos ideias e materiais. Todas as brincadeiras que fazia com meus alunos era trabalhando algum conteúdo. Ela me dizia para brincar com eles, que eu deixasse-os brincar livremente, sem minha interferência ou regras estabelecidas por mim. Me chamava de "carrasca". Eu achava que perderia o controle, que viraria uma bagunça. Fui experimentando e foi dando certo. Mais tarde na interdisciplina de Ludicidade, aprendi a importância do brincar. Tânia Fortuna afirma que o brincar não morre, se espalha pelo nosso ser de tal modo que permanece e assume novas formas e que o trabalho é uma forma de brincar para muitos adultos quando assume características de ser instigante, de engendrar mistérios de propiciar o contato consigo mesmo e com o outro. Aprendi a brincar e deixar brincar mais livre. Tenho sentido o meu trabalho, minhas aulas, mais alegres, divertidas e leves.