domingo, 30 de novembro de 2008
Aprendizados do semestre
Ao fim de cada semestre, com a elaboração da reflexão síntese, são retomadas através da leitura do portfólio e das lembranças, nossas aprendizagens. Sempre se destacam alguns aspectos. Neste semestre minha grande aprendizagem foi o trabalho em equipe embasado em duas palavras: participação e democracia. Registrei várias vezes meu inconformismo com o autoritarismo, a falta de respeito, a intolerância e o egoísmo. A participação no trabalho em equipe significa contribuir com o que se é capaz e a democracia é aceitar o que o outro pode dar e sua limitação. É ajudar, é ouvir , questionar, respeitar, é cooperar.
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Todas as interdisciplinas deste semestre
domingo, 23 de novembro de 2008
Apresentação dos Projetos Temáticos
Feliz surpresa foi a apresentação dos grupos do Projeto Temático de Psicologia da Vida Adulta. Visitei alguns trabalhos e tomei conhecimento sobre vários aspectos de assuntos que eu já havia me interessado, mas ainda não tinha pesquisado. A apresentação pelos integrantes de cada grupo foi tão envolvente que se tornou muito mais enriquecedor. Mesmo os grupos que apresentaram sobre o mesmo assunto trouxeram informações que complementaram os outros trabalhos. Apesar das várias atividades que temos, no curso e como profissionais atarefados que somos, percebeu-se que os trabalhos foram realizados com dedicação e explanados de forma criativa. Foi uma atividade que além do conteúdo trouxe aprendizagem de trabalho cooperativo e participativo.
domingo, 16 de novembro de 2008
Trabalhar em equipe
Enquanto os professores não assimilarem a idéia de que só o trabalho em equipe, com a participação efetiva de todos, se construirá uma sociedade mais justa e igualitária, eles não conseguirão compartilhar esta idéia com seus alunos. Na teoria estão todos de acordo, leituras e citações de pensadores, especialistas e doutores, mas na prática não é o que se vê. É principalmente na sala de aula que se alicerçam bases para a construção do conhecimento e desenvolvimento do indivíduo como ser social. Os neo-liberais querem que a escola pública forje indivíduos egoístas que não partilhem nada, muito menos idéias e estejam sempre prontos para servir a classe dominante. Professores que praticam atos egoísta pensando somente em si e no que "lucrarão" com tal atitude, ou são omissos, ensinam e perpetuam a doutrina neo-liberal, não participam e não acreditam na transformação da sociedade.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Qual a real intenção?
O governo estadual e federal aplica provas nas escolas públicas para avaliar o ensino. Quem está sendo avaliado os alunos, os professores ou a metodologia de ensino? Avaliam o quê? Todos que trabalham na área da educação concordam que um instrumento de avaliação aplicado em um único dia fora do contexto em que o aluno está habituado a trabalhar, não mostra uma situação real. Ninguém disse isto ao governo? Ou será uma estratégia política para justificar ações futuras? É impressionante como pessoas leigas ao ensino como políticos, jornalistas e teóricos se sentem à vontade e acham que falam com propriedade de uma prática que desconhecem. Na verdade, todos procuram um culpado para justificar o que chamam de baixo rendimento escolar. O que é um baixo rendimento escolar? Quem mede e baseado em quê? Neste enorme país com toda esta diversidade, qual é o parâmetro?
domingo, 2 de novembro de 2008
Aprendizagens que precisam amadurecer para se manifestar
Como professora tenho plena consciência que a aprendizagem pode levar algum tempo até que aconteça e por vezes quando o aluno demonstra esta compreensão já não temos mais contato com ele. Esta semana lendo Tardif para fazer um trabalho de ECS, ele comenta isto entre inúmeras outras coisas interessantes. Comecei a rever minhas práticas e percebi que este semestre apliquei uma atividade que vimos na interdisciplina de música. No começo deste semestre propus a uma colega de classe paralela fazermos um projeto de música e ela aprovou na hora. Pensei em Lupicínio Rodrigues por ser gaúcho, não ter abandonado a terra e com isto ficou prejudicado pela mídia, por ser uma pessoa simples, de poucas posses, compunha e cantava suas vivências, seus sentimentos. Fiz uma pesquisa com breves dados sobre ele para não tornar enfadonho e uma seleção de músicas mais próximas da vivência dos alunos que são crianças e eu acreditava que ainda não entenderiam muito a dor de cotovelo. Grandes surpresas: ficamos encantadas com a receptividade que os alunos tiveram, eles propuseram outras atividades além das que havíamos planejado e compreendem mais a dor de cotovelo que pensávamos que seriam capazes de compreender. No final do ano faremos uma apresentação com os alunos cantando a música de Lupicínio Rodrigues para as outras turmas da escola. Os alunos gostaram tanto da atividade que pedem que estudemos sobre outros cantores.
domingo, 26 de outubro de 2008
Leis
Este semestre está recheado de leis, leitura de alguns teóricos, estudiosos. Busca-se compreender o que aconteceu, porque acontece hoje, como as leis são aplicadas, quem é responsável, quem é beneficiado. É um semestre de muita reflexão sobre a sociedade, a escola, e a participação do professor como transformador.
Quantos de nós acredita ser um transformador? O que de fato faz para mudar suas práticas? Vemos na postura de vários colegas a mesma atitude a muitos anos, mesmo que o discurso seja "atual" as práticas são as mesmas.
Quando um psicólogo, psiquiatra, assistente social ou pedagogo não acredita na transformação positiva do ser, quem acreditará? Que outro profissional investe seu tempo em estudos sobre o Ser para que tenhamos uma sociedade capaz de respeitar cada indivíduo com suas características e contribuir para o bem comum? É entristecedor ouvir de colegas que o aluno "não tem mais jeito". Talvez esteja fora do alcance deste ou daquele profissional, que o professor não queira mais investir seus esforços e conhecimentos, mas dizer "não tem mais jeito" é limitá-lo ao fracasso. Quem tem o direito de decretar a falência do indivíduo, sem que ele tenha morrido?
Quantos de nós acredita ser um transformador? O que de fato faz para mudar suas práticas? Vemos na postura de vários colegas a mesma atitude a muitos anos, mesmo que o discurso seja "atual" as práticas são as mesmas.
Quando um psicólogo, psiquiatra, assistente social ou pedagogo não acredita na transformação positiva do ser, quem acreditará? Que outro profissional investe seu tempo em estudos sobre o Ser para que tenhamos uma sociedade capaz de respeitar cada indivíduo com suas características e contribuir para o bem comum? É entristecedor ouvir de colegas que o aluno "não tem mais jeito". Talvez esteja fora do alcance deste ou daquele profissional, que o professor não queira mais investir seus esforços e conhecimentos, mas dizer "não tem mais jeito" é limitá-lo ao fracasso. Quem tem o direito de decretar a falência do indivíduo, sem que ele tenha morrido?
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ECS e Organização e Gestão da Educação
domingo, 19 de outubro de 2008
Repensando Atitudes
Por uma série de acontecimentos desta semana, em sala de aula e fora dela, me percebi repensando minhas atitudes em relação aos meus alunos. Conversamos muito sobre troca, respeito, relacionamentos, ser colega, inveja, frustração, autoridade, fofoca... Há algum tempo eu tinha mais certeza em minhas atitudes, questionava pouco e geralmente achava que tinha tomado a atitude certa. Hoje reflito muito mais. Penso se havia uma outra forma de dizer o que foi dito, se poderia ter tomada outra atitude que pudesse ser mais eficiente. E, de forma nenhuma, isto me incomoda. O questionamento não significa insegurança, mas a tentativa de buscar um outro olhar para o mesmo fato. O que eu ainda não sei se foi a maturidade que me trouxe esta característica ou o curso que me faz sentir uma pessoa mais completa, segura, que não quer dizer certa ou infalível, e mais capaz de ajudar meu aluno a conhecer e lidar com seus próprios sentimentos.
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