domingo, 29 de março de 2009

INCLUSÃO

Tema bonito, respeitoso e moderno.
O que de fato vem se fazendo para incluir pessoas com necessidades especiais na sociedade?
Estudos são realizados desde o século XVIII, no Brasil a constituição de 1988 garante direitos. Dentro das escolas o que se vê é um depósito de crianças, de uma maneira geral. As crianças contam, na verdade, com a boa vontade dos profissionais da educação. Todos que integram a escola, merendeiras, auxiliares de serviços gerais, funcionários... colaboram e se empenham para o bom andamento das atividades e para que os alunos se sintam em um ambiente acolhedor. Às vezes, por ignorância, os alunos de inclusão são vistos com piedade. Todos que trabalham com pessoas com necessidades especiais precisam de qualificação e conhecer um pouco mais sobre o assunto. A piedade soa como falta de credibilidade na capacidade. Nenhuma pessoa deve sentir-se incapaz ou que outra não acredite na sua capacidade de aprender e evoluir. As pessoas com necessidades especiais, mais que as outras, terão que encontrar coragem e força para ultrapassar as adversidades que encontrarem em seu caminho. Nós, profissionais da educação que acreditamos na evolução do ser, devemos lutar para que a inclusão aconteça de fato e com a dignidade que todos merecemos, não apenas para constar em relatórios, se queremos realmente ser transformadores desta sociedade.

domingo, 22 de março de 2009

E então... Recomeçamos

O começo do semestre foi marcado por algumas surpresas. Primeiro a informação da saída da tutora Daisy e no dia da aula presencial foi comunicado o afastamento do professor Silvestre. O que, a princípio, faz nos sentirmos um pouco órfãos. Ficamos contentes por saber que a saída foi pelo reconhecimento da capacidade de cada um, crescimento profissional. Também nos consola um pouco saber que na nova função o professor Silvestre continuará a se dedicar ao ensino a distância.
A equipe que nos acompanha de coordenadores, professores e tutores é maravilhosa, mas esta duas pessoas começaram a caminhada conosco e desde o primeiro momento mostraram-se incansáveis no atendimento de nossas solicitações. Grandes exemplos de dedicação e profissionalismo.
Damos as boas vindas ao professor Eliseo como coordenador do Pólo de Gravataí. Ele pode contar com a boa vontade e participação para que tudo se encaminhe bem.
Vivemos em um sistema capitalista no qual produção e lucro são prioridade. Troca-se com facilidade o que não dá o resultado desejado. Nós como professores transformadores desta sociedade, vivenciamos e aprendemos também neste curso, que pessoas são insubstituíveis, especialmente em nossos corações.

domingo, 30 de novembro de 2008

Aprendizados do semestre

Ao fim de cada semestre, com a elaboração da reflexão síntese, são retomadas através da leitura do portfólio e das lembranças, nossas aprendizagens. Sempre se destacam alguns aspectos. Neste semestre minha grande aprendizagem foi o trabalho em equipe embasado em duas palavras: participação e democracia. Registrei várias vezes meu inconformismo com o autoritarismo, a falta de respeito, a intolerância e o egoísmo. A participação no trabalho em equipe significa contribuir com o que se é capaz e a democracia é aceitar o que o outro pode dar e sua limitação. É ajudar, é ouvir , questionar, respeitar, é cooperar.

domingo, 23 de novembro de 2008

Apresentação dos Projetos Temáticos

Feliz surpresa foi a apresentação dos grupos do Projeto Temático de Psicologia da Vida Adulta. Visitei alguns trabalhos e tomei conhecimento sobre vários aspectos de assuntos que eu já havia me interessado, mas ainda não tinha pesquisado. A apresentação pelos integrantes de cada grupo foi tão envolvente que se tornou muito mais enriquecedor. Mesmo os grupos que apresentaram sobre o mesmo assunto trouxeram informações que complementaram os outros trabalhos. Apesar das várias atividades que temos, no curso e como profissionais atarefados que somos, percebeu-se que os trabalhos foram realizados com dedicação e explanados de forma criativa. Foi uma atividade que além do conteúdo trouxe aprendizagem de trabalho cooperativo e participativo.

domingo, 16 de novembro de 2008

Trabalhar em equipe

Enquanto os professores não assimilarem a idéia de que só o trabalho em equipe, com a participação efetiva de todos, se construirá uma sociedade mais justa e igualitária, eles não conseguirão compartilhar esta idéia com seus alunos. Na teoria estão todos de acordo, leituras e citações de pensadores, especialistas e doutores, mas na prática não é o que se vê. É principalmente na sala de aula que se alicerçam bases para a construção do conhecimento e desenvolvimento do indivíduo como ser social. Os neo-liberais querem que a escola pública forje indivíduos egoístas que não partilhem nada, muito menos idéias e estejam sempre prontos para servir a classe dominante. Professores que praticam atos egoísta pensando somente em si e no que "lucrarão" com tal atitude, ou são omissos, ensinam e perpetuam a doutrina neo-liberal, não participam e não acreditam na transformação da sociedade.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Qual a real intenção?

O governo estadual e federal aplica provas nas escolas públicas para avaliar o ensino. Quem está sendo avaliado os alunos, os professores ou a metodologia de ensino? Avaliam o quê? Todos que trabalham na área da educação concordam que um instrumento de avaliação aplicado em um único dia fora do contexto em que o aluno está habituado a trabalhar, não mostra uma situação real. Ninguém disse isto ao governo? Ou será uma estratégia política para justificar ações futuras? É impressionante como pessoas leigas ao ensino como políticos, jornalistas e teóricos se sentem à vontade e acham que falam com propriedade de uma prática que desconhecem. Na verdade, todos procuram um culpado para justificar o que chamam de baixo rendimento escolar. O que é um baixo rendimento escolar? Quem mede e baseado em quê? Neste enorme país com toda esta diversidade, qual é o parâmetro?

domingo, 2 de novembro de 2008

Aprendizagens que precisam amadurecer para se manifestar

Como professora tenho plena consciência que a aprendizagem pode levar algum tempo até que aconteça e por vezes quando o aluno demonstra esta compreensão já não temos mais contato com ele. Esta semana lendo Tardif para fazer um trabalho de ECS, ele comenta isto entre inúmeras outras coisas interessantes. Comecei a rever minhas práticas e percebi que este semestre apliquei uma atividade que vimos na interdisciplina de música. No começo deste semestre propus a uma colega de classe paralela fazermos um projeto de música e ela aprovou na hora. Pensei em Lupicínio Rodrigues por ser gaúcho, não ter abandonado a terra e com isto ficou prejudicado pela mídia, por ser uma pessoa simples, de poucas posses, compunha e cantava suas vivências, seus sentimentos. Fiz uma pesquisa com breves dados sobre ele para não tornar enfadonho e uma seleção de músicas mais próximas da vivência dos alunos que são crianças e eu acreditava que ainda não entenderiam muito a dor de cotovelo. Grandes surpresas: ficamos encantadas com a receptividade que os alunos tiveram, eles propuseram outras atividades além das que havíamos planejado e compreendem mais a dor de cotovelo que pensávamos que seriam capazes de compreender. No final do ano faremos uma apresentação com os alunos cantando a música de Lupicínio Rodrigues para as outras turmas da escola. Os alunos gostaram tanto da atividade que pedem que estudemos sobre outros cantores.