Faz algum tempo, toda vez que aparece uma proposta de aprendizagem, seja para mim ou para meus alunos, pergunto: "Para quê?" "No que será útil para meus alunos aprenderem este conteúdo?" Se algum tempo atrás eu me achava criteriosa, agora sou mais. Em uma reunião na escola uma professora trouxe uma proposta de atividade que ela usava há mais de vinte anos com seus alunos. Reforçava em cada explicação que "desenvolve um monte". Ela está fora da sala de aula há muito tempo e parece que não faz nenhum curso de atualização, até seu argumento é pobre. Para incentivar a aprendizagem é necessário um embasamento teórico que evidencie o que se está afirmando. Desenvolvo minha aula norteada pelos conteúdos programados, mas principalmente pelo interesse e curiosidade de meu aluno sobre algo. Prontamente tomo as providências para juntos desfazermos as dúvidas. Só prolongo ou desenvolvo um assunto se penso que de alguma forma será útil ou interessante em algum momento da vida dele. O professor tem nas mãos a chance de mostrar ao aluno que há um mundo a ser revelado, evoluído, inventado, e o indivíduo tem que se habituar a fazer suas escolhas, inclusive na aprendizagem.
Um comentário:
Olá, Andréa!
Concordo contigo e o pessoal do PEAD ficará com muito orgulho ao ler teu posicionamento. É exatamente isto que queremos: que vocês sempre se atualizem, revejam os conceitos e busquem aquilo que mais dê sentido aos alunos.
Tu poderias trazer para a gente algum exemplo dessa interação ou modificação da prática, não é mesmo?
Grande abraço, Anice.
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