domingo, 14 de junho de 2009

Muito mais que boa vontade

A cada unidade da interdisciplina temos vários textos para ler sobre educação de pessoas com necessidades educacionais especiais. Nos fóruns temos discutido/trocado com colegas a lerdeza da implementação da lei e entraves que são encontados por todos, alunos, professores e pais. Por enquanto o que mais tem funcionado é a boa vontade, com um pouco mais de esclarecimentos também tem ajudado. Mas ainda é muito pouco. Lendo sobre a deficiência mental e na última unidade sobre autismo, fiquei indignada em perceber o tamanho da responsabilidade que é dada ao professor em relação a falta de capacitação que temos.
Voltamos a falar em boa vontade. Alguém gostaria que um médico, dentista, advogado, sem capacitação, mas com BOA VONTADE, lhe prestasse serviços profissionais? A escola é lugar para todos! Ninguém discorda disto, porém precisamos de qualificação para trabalhar com alunos especiais. Quanto maior as necessidades especiais maior a capacitação. O que me parece é o que vem acontecendo há muitos anos na intenção de acabar com a escola pública. Joga-se aos professores o que não temos condições de realizar, mostra-se a população o quanto são incompetentes estes profissionais, que para o que não sabem até ganham muito. Fecha-se a escola pública e serão escolhidos aqueles que devem estudar. Os demais serão os serviçais dos "escolhidos".

domingo, 7 de junho de 2009

"O aprender produz modo de ser"

No dicionário identidade significa "os caracteres próprios e exclusivos duma pessoa: nome, idade, estado, profissão, sexo,etc". Tão claro e lógico, mas que não paramos para realmente entender o significado. O processo de aprendizagem é próprio de cada indivíduo. Seguindo um rítmo, um tempo, uma desconstrução para poder construir, dentro de cada ser. Não é um simples somar de informações e conhecimentos. Exatamente como cada um processa não é explícito, porém sabe-se que acontece e que é diferente em cada um. Esta relação de aprendizagem/identidade que fala a professora Luciane Corte Real na sua tese a partir da visão de Michel Serres "O aprender produz modos de ser" evidencia a identidade que se reinventa a todo momento através da aprendizagem e que mostramos na nossa maneira de ser, agir, viver.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Educação, Civilização e Barbárie

Produzindo o texto Educação, Civilização e Barbárie, me veio a mente uma música, enquanto lembrava a letra e cantava percebi que expressava o que eu estava sentindo naquele momento.
http://www.youtube.com/watch?v=NQcH-gb-JBo

sábado, 23 de maio de 2009

Projeto de Aprendizagem

Reorganizando para fazer o PA. Meu grupo optou por fazer um novo PA, com menos integrantes no grupo. Refazer uma atividade não é agradável, dá uma sensação de incompetência. Se bem que, ao final do primeiro e depois analisando outros PAs, achei o nosso satisfatório. Inclusive pelos percalços que tivemos.
Neste reinício o encaminhamento da proposta já está diferente. Estamos conhecendo um pouco da teoria, refletindo e discutindo com os colegas. Compreender a diferença entre um Projeto de Ensino e de Aprendizagem é fundamental. Enquanto o tema de um Projeto de Ensino é determinado por professores e coordenação pedagógica, atendendo ao currículo estabelecido, com regras e atividades impostas, na pretensão de transmitir conhecimento, o PA oportuniza a discussão da escolha do tema, atendendo ao interesse, curiosidade e realidade do aluno, com regras e direções determinadas pelo grupo em consenso. O professor passa de agente a orientador-problematizador e o aluno que somente recebia as informações, no PA passa a ser agente de seu próprio saber, construindo o seu conhecimento. Através da questão norteadora o grupo expressa sua curiosidade/interesse e a questão aponta o caminho da pesquisa. Desta vez o PA está estimulador.

sábado, 16 de maio de 2009

Aprendizagem, de quem é a responsabilidade?

Há algumas semanas, para fazer o dossiê da interdisciplina de Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, procurei me informar em minha escola quantos alunos de inclusão tínhamos. A resposta foi rápida e clara, nenhum! Fiquei pensando porque minha escola era diferente das demais, todas que conheço tem algum caso. Será que alguém os barra no momento da matrícula? Eu tenho pelo menos dois alunos, sem laudo. Um está providenciando, mas nos registros da escola não há alunos de inclusão. A turma do "Acelera" tem alunos que não conseguem ficar dentro da sala de aula. Tem um menino que fica dizendo palavrão ou rastejando e latindo, às vezes dentro da sala, outras nos corredores da escola. Também tem um aluno extremamente apático que não se manifesta para quase nada. A condição de estar neste projeto é estar fora da faixa etária. Como classificar um aluno de inclusão? Necessita de um laudo médico? E se a família se nega a levar o aluno para a avaliação? Expressei para a professora titular da turma do acelera e para a diretora da escola a minha preocupação. A turma por acaso é dela, poderia ser de qualquer uma das professoras do currículo por atividades. Portanto, o problema não é dela, é de todas nós. Esta professora é uma pessoa bem sensata e calma, ultimamente anda muito estressada e desestimulada. Ela me disse que se eu tivesse uma sugestão para a turma ela aceitaria. Falei sobre pedir laudo, com certeza muitos dos alunos são de inclusão. Necessitam de atendimento especializado que está fora do nosso alcance, dos limites da sala de aula. Novamente me vem a sensação de frustração em ver os acontecimentos e quase nada poder fazer. As professoras ficam com suas turmas e acreditam que a responsabilidade é toda sua, desastres e glórias são somente da professora titular. O aluno é da escola. Todos devem se empenhar para o desenvolvimento de cada indivíduo, que integra o todo. Dentro da escola o trabalho deve ser de todos, o fracasso é de todos, o sucesso é de todos! Enquanto grandes empresários e políticos se juntam em parcerias e alianças para se beneficiarem. O povo, que somos nós, fica atirando a "batata quente" uns para os outros, nos enfraquecendo como indivíduos, como cidadãos.

domingo, 10 de maio de 2009

Estudo de Caso

Na interdisciplina de Filosofia estamos trabalhando sobre dilema e conflito moral, que inevitavelmente levamos para nossa vida pessoal e profissional. Também me fez pensar em situações em que este curso me impõe. Os trabalhos que são postados em páginas abertas da internet me incomodam muito, não gosto de estar exposta, principalmente quando se referem a vida pessoal. O próprio portfólio é uma exposição de meus sentimentos e pensamentos a meu respeito, a minha aprendizagem. Não fazer o trabalho é uma atitude que não costumo tomar. Se assumo um compromisso é para cumprí-lo, entendo que faz parte do curso, mas penso que poderíamos ter outra opção. Interessante que não vejo colegas comentarem o assunto. Talvez não se incomodem, ou será que, como eu no início do curso, ignoram? Pode ser até que ninguém veja, que ninguém esteja interessado, mas não gosto de expor minha vida e hábitos por imposição dos trabalhos. Agora para fazer o Estudo de Caso da interdisciplina de Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais estou tendo muita resistência em começar porque acho desagradável solicitar a mãe de um aluno a autorização para relatar sobre seu filho. É muito delicado falar das dificuldades de uma criança expondo sua vida. E se não pedir autorização pode ser bem pior.

domingo, 3 de maio de 2009

Estágios do desenvolvimento

Os estagios do desenvolvimento cognitivo descritos por Piaget não são novidade para quem lê qualquer coisa sobre o desenvolvimento infantil e educação. São citados em vários textos e comentados em cursos que fazemos. Observar o indivíduo e identificar em que estágio se encontra é bem simples, lembrando que a idade é só uma referência e não estabelece nenhum critério rigoroso, nada de novo. Entretanto, a partir desta constatação, percebi que posso ajudar meu aluno nas dificuldades que ele encontra, o que para mim ainda não era claro. Com o meu aprendizado e constante crescer neste curso vou descobrindo novas práticas, ou até mesmo velhas práticas com resultados e meios mais eficientes. A formação da rede que foi trabalhada em outro semestre vem sendo tramada de uma forma natural, tranquila, agradável e paulatina. Esta é a forma como acredito que deva acontecer a aprendizagem de todas as pessoas, em qualquer nível.