quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Análise dos PAs

Acredito que nenhum outro curso proporcione aos seus alunos a quantidade de trocas que o PEAD nos estimula. É um constante “olhar o trabalho do outro”. A análise do PA dos (a) colegas poderia ser constrangedor se não soubéssemos o quanto é enriquecedor, mais para quem analisa. Enquanto analisamos, refletimos sobre cada item, imediatamente associamos com o nosso trabalho, surgindo novas ideias e começamos a pensar não só no trabalho como produção final, mas como caminhada. Tal qual a tarefa de professor (a). Não somos capazes de garantir uma produção final de altíssima qualidade, mas nosso percurso sempre repensado, refeito quando necessário, ressignificando conceitos e ideias, maiores as chances de aprimorarmos, fazermos um trabalho final melhor. Em relação ao aluno, um cidadão mais consciente e feliz, em relação a sociedade, torná-la mais a cara que queremos. (Não vou dizer construir uma sociedade mais justa, democrática e solidária porque sempre termino meus textos assim.)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

EJA

Como já afirmei diversas vezes, nunca pensei em alfabetizar, adulto menos ainda. Há alguns anos, em uma entrega de avaliação pedi que uma mãe assinasse a lista de presença e ela me disse que não sabia escrever o nome. Fiquei muito surpresa. Como uma pessoa que morava na cidade, em um bairro central, não sabia ler? Comecei a fazer uma campanha com o filho para que ele incentivasse a mãe a voltar a estudar. Toda vez que eu ouvia de uma mãe “precisei parar de estudar” eu perguntava por que ela não voltava. Algumas aceitaram minha provocação.
Assim como a criança precisa passar por certas fases do desenvolvimento intelectual, descritas por Piaget, para se alfabetizar, o adulto também. Não as mesmas fases, mas precisa alicerçar sobre alguns requisitos. A diferença é que provavelmente o adulto tenha tido experiências negativas em relação à escola que o motivou a abandoná-na. O parar de estudar pode ter um significado bem doloroso que precisa ser superado. A fragilidade de sua auto estima naquele momento e hoje, talvez não seja diferente.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O aprender

Quando comecei a trabalhar na escola pública estadual tive uma colega muito competente profissionalmente e ativa no movimento sindical. Nesta escola muitas pessoas se posicionavam politicamente, não partidariamente. Havia discussão sobre conteúdos, práticas de ensino, participação no movimento sindical, todos expressavam sua opinião sobre a política dentro e fora da escola. Nestas discussões sempre ficou evidente que educação está dentro de um contexto social e que cultura, economia, política estão interligadas em uma sociedade, e em muitas sociedades servem a interesses de poucos. As minhas práticas e postura profissional também são frutos destas discussões. Mostra-me claramente “o aprender com o outro” e “o aprender como transformação na convivência”. Na escola em que trabalho hoje as pessoas pouco discutem e entendem posiciona-se politicamente como vinculado a um partido político. Nem por isto desisti, penso que quem trabalha com educação, especialmente com criança, sabe que se precisa ter paciência e persistência.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Se oportunizar a novas propostas

Esta semana em uma reunião de CAT na escola em que trabalho, discutíamos o que deveria ser requisito básico para o aluno ser aprovado para o ano seguinte. Especificamente falávamos de matemática. Alguém dizia que deveria ser trabalhada bem a multiplicação para depois entrar na divisão, e que isto não deveria ocorrer no segundo ano. Lembrei das aulas de “representação do mundo pela matemática”, e na intenção de mostrar outra proposta de trabalho, disse que como vimos na interdisciplina, trabalha-se as quatro operações simultaneamente, que não há necessidade de trabalhar separadamente, mas acrescentei que mais importante é a segurança do professor, se ele não se sente seguro melhor não trabalhar. Algumas colegas me bombardearam com expressões do tipo “teoria de quem não está na sala de aula”, “o colégio X e Y não trabalha divisão com alunos tão pequenos”, “eles não têm maturidade para compreender a divisão”.
Se professor tem resistência a pensar novas propostas, como pode propor ao aluno novas perspectivas? Ainda vemos professores enraizados em conceitos como se fossem imutáveis e o argumento para esta resistência é a sua experiência profissional. Fica muito difícil argumentar com quem não se propõe nem a pensar em novos conceitos. Quem é o professor para esta pessoa? Como ela pode fazer parte do processo de construção da aprendizagem de um aluno se para ela só existe um caminho, uma verdade? Se ela acha que já sabe tudo, ela acha que não precisa aprender mais. Então, para esta pessoa, aprender com o aluno é algo inimaginável, impossível. É claro que a experiência profissional é muito importante, mas não pode sedimentar conceitos.
Bem, porque contei toda esta história? Para dizer que fico triste por ver colegas presas a conceitos. Por outro lado, dentro de mim, me senti ENORME e ao mesmo tempo tão leve, capaz de voar, por me sentir pronta para rever conceitos, propor, arriscar, aprender, ressignificar... Acima de tudo confiante na aprendizagem deste curso. O embasamento teórico, nossas trocas e tudo mais que acontece me proporcionou uma outra visão. Rever conceitos não significa insegurança ou mudança de uma coisa errada para certa, rever conceitos é ler o mundo que está acontecendo.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Aula de Libras - percebendo e superando preconceito

Preconceito no sentido de pré-conceito, de ideia preconcebida.
Na aula presencial quando vi a professora e sua intérprete pensei: Como pode uma tutora somente se comunicar pela língua de sinais? Mal sabia eu que quem somente se comunicava pela língua de sinais era a professora!!!! Passado o susto...Que diferença faz da professora ou tutora não ouvirem se basicamente nos comunicamos pelo Rooda ou por e-mail? Absolutamente desnecessário o som.

Aluno é sempre aluno, se antecipa e se aterroriza onde não tem o mínimo motivo. Aí, a importância do professor estar com frequência na posição de aluno.
Enfim, a aula, a professora foram motivadoras, acolhedoras, divertidas...Foi show!!! Bem no sentido de espetáculo!

Fiquei maravilhada!!!!

domingo, 6 de setembro de 2009

Re-pensar

Acomodação e assimilação são processos que passamos para formarmos conceitos, que não são definitivos. Re-pensar uma prática é dar estes passos e reformular o conceito, não necessariamente mudar a prática, mas olhá-la diferente de antes. É assim que me vejo re-pensando alfabetizar. O que nunca entrou em meus planos, pode ser visto de outra maneira agora. Minha dificuldade na profissão não são meus alunos é lidar com a ansiedade ou descaso dos pais. Quando a criança está se alfabetizando vejo mães conversando com as professoras e justificando "ontem ela leu em casa, não entendo como não conseguiu fazer o trabalhinho". Talvez eu não saiba lidar com minha ansiedade nesta questão. Conhecer mais sobre alfabetização pode me trazer maior segurança, consequentemente mais tranquilidade para alfabetizar.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Aula Presencial

Por mais que a tecnologia nos traga facilidades na aquisição de conhecimentos e troca de informações, ela não supre nossa necessidade do contato presencial.
Quando falamos de aprendizagem partilhada por um grupo, além do conteúdo em si, aprendemos as relações humanas. Há trocas através de gestos, olhares e tom de voz que ainda não usamos com frequência no computador. Apesar de nosso curso ser à distância, sentimos a necessidade de, em alguns momentos, estarmos juntos.
A aula presencial foi para mim motivadora. Quem acompanha meus relatos sabe que ADORO ser professora, mas tenho repulsa em alfabetizar. Esta aula estimulou-me a compreender mais e melhor sobre alfabetização.