segunda-feira, 10 de maio de 2010

Afetividade

No exercício da profissão, na tentativa de acertar e melhorar, vamos modificando nossa prática. Todos sabemos que a afetividade está relacionada com a aprendizagem. Observando a atitude de colegas percebo o quanto dificultam o próprio trabalho agindo de forma grosseira e usando palavras de rejeição com o seus alunos. A resposta deles só poderá ser de defesa, ou seja, um comportamento que tumultue a aula e agrida a professora. Leva o aluno a sentir-se marginalizado, uma situação que talvez ele se habitue. É comum determinados alunos ficarem rotulados na escola. Quando a professora vê este aluno em sua lista já tem uma imagem dele sem realmente conhecê-lo. O excesso de trabalho dos profissionais de educação faz com que se estresse e rapidamente percam o equilíbrio emocional. Se trabalhamos demais e ganhamos pouco, o alvo a ser atingido é outro, em nada contribui agredir o aluno. Ao contrário, devemos estabelecer uma relação de afetividade e desenvolver a reflexão crítica e a autonomia para agirem sem sentirem-se oprimidos.

domingo, 2 de maio de 2010

Fazer escolhas

Faz algum tempo, toda vez que aparece uma proposta de aprendizagem, seja para mim ou para meus alunos, pergunto: "Para quê?" "No que será útil para meus alunos aprenderem este conteúdo?" Se algum tempo atrás eu me achava criteriosa, agora sou mais. Em uma reunião na escola uma professora trouxe uma proposta de atividade que ela usava há mais de vinte anos com seus alunos. Reforçava em cada explicação que "desenvolve um monte". Ela está fora da sala de aula há muito tempo e parece que não faz nenhum curso de atualização, até seu argumento é pobre. Para incentivar a aprendizagem é necessário um embasamento teórico que evidencie o que se está afirmando. Desenvolvo minha aula norteada pelos conteúdos programados, mas principalmente pelo interesse e curiosidade de meu aluno sobre algo. Prontamente tomo as providências para juntos desfazermos as dúvidas. Só prolongo ou desenvolvo um assunto se penso que de alguma forma será útil ou interessante em algum momento da vida dele. O professor tem nas mãos a chance de mostrar ao aluno que há um mundo a ser revelado, evoluído, inventado, e o indivíduo tem que se habituar a fazer suas escolhas, inclusive na aprendizagem.

domingo, 25 de abril de 2010

Cumprindo o exigido

No dia 19 de abril, passando um texto no quadro sobre os índios, um aluno perguntou: "Como era o fogão deles? E outros: "Como faziam as guerras?" "Como faziam as armas?" Como de costume não respondi as perguntas e devolvi para a turma que prontamente respondeu. Porém, naquele momento fiquei me perguntando porque fico reproduzindo mecanicamente uma aula tradicional se poderia ter planejado algo bem mais interessante? Na maior parte das vezes a intenção é deixar um registro mais formal para os pais verem. Também é bem cômodo dar a mesma aula desde...não sei quando. Mesmo que desperte a curiosidade, como foi o caso, ainda é muito pobre. Lembrei de um tema que meu filho trouxe para casa, de encontrar rima para as palavras: urna, calo e bula, completamente desconhecidas para ele. Ele não estuda na mesma escola em que trabalho. Fiquei pensando que estamos sempre correndo, cumprindo o exigido, temos que estar em dia com os compromissos. Assim fica bem difícil elaborar uma aula com mais propriedade, deleitar-nos com o que fazemos. Se eu tivesse tido mais tempo para me dedicar na preparação desta aula, com menos compromissos paralelos, poderia ter feito melhor. Sempre declaro minha paixão pela profissão, por estar dentro da sala de aula, mas para fazer a diferença precisa ter qualidade.

domingo, 18 de abril de 2010

As dúvidas são temporárias

É a prática, é na execução das atividades que vamos selecionando o que funciona naquela turma e o que precisa ser modificado. Esta semana as dúvidas não são exatamente as mesmas da semana passada. Com os Projetos de Aprendizagem aprendi que as dúvidas são temporárias e a medida em que buscamos soluções elas vão se modificando. Já me sinto mais tranquila e segura. Vejo a arquitetura pedagógica como base para nortear o caminho e não uma obrigatoriedade em mostrar sua estrutura e eficácia.

domingo, 11 de abril de 2010

Aplicando a teoria

As arquiteturas pedagógicas desenvolvem no aluno a capacidade da construção de sua aprendizagem, levando-o a refletir e agir. São expandidas as capacidades individuais e do grupo. Desenvolve a autonomia na aprendizagem e a cooperação. Cada um tem seu tempo para absorver, interpretar e compreender uma informação e interagir, em vários ambientes, não somente na sala de aula. Desta forma acaba com a imagem do professor detentor do saber e a sala de aula como lugar único de "distribuição-oferecimento" deste saber. Vemos que grandes profissionais se tornaram "grandes" por sua pesquisa e prática, e que excelentes alunos não se tornaram necessariamente grandes profissionais.
Procuro trabalhar com meus alunos questionando-os constantemente. O que pensam ou sabem sobre o assunto. Pesquisamos e discutimos comparando o que pensávamos e o que encontramos, sobre os mais variados temas. Porém, estruturar uma arquitetura pedagógica para aplicar ainda não me é bem claro. Faço uso das tecnologias e sei que arquitetura pedagógica é inovação, criatividade e envolvimento do grupo para a aprendizagem, mas na prática ainda não me sinto segura se o que executo é uma arquitetura pedagógica.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Uso das Tecnologias

Lá, no século passado, por volta de 199?, quando comecei a dar aulas, eu já usava as tecnologias. Lembro de ter filmado uma festinha no final do ano e depois, na entrega de boletins reproduzir a filmagem na tevê para os pais verem. Foi um sucesso, os pais adoraram. A máquina fotográfica usava em passeios ou festividades. O computador, sempre usei para minhas pesquisas, mas a partir do curso passei a ver as tecnologias de forma diferente. Este ano está completamente incorporada as minhas atividades profissionais e ainda com enfoque diferente, antes dava a impressão que a professora trazia algo especial, agora eles percebem que o que a professora traz qualquer um pode ter acesso. A dificuldade é escolher entre tantas possibilidades qual devo usar para trabalhar determinado conteúdo. Estou experimentando. Quando termino, mesmo que tenha fica bom, penso que poderia ter feito de outra forma. Tenho trazido para sala de aula muitos vídeos do YouTube, versões diferentes de uma mesma música, trabalhamos a letra, dificuldades ortográficas, formas próprias da escrita de algumas palavras para encaixar na música ou na poesia. Desta maneira os alunos podem ter mais contato com este recurso, já que o laboratório de informática ainda não funciona na escola.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Começo do Estágio

A cada etapa deste curso fico mais satisfeita. A aula presencial de ontem foi bem esclarecedora. A insegurança de por em prática as arquiteturas pedagógicas ainda existe, porém em relação ao estágio fiquei bem tranquila. Neste momento estou eufórica por ter pego este ano um quarto ano depois de seis anos em segunda série e terceiro ano, e ainda depois de, no final do ano passado, ter tido o susto de "sobrar" para mim uma turma de alfabetização. A minha satisfação neste momento é tão grande que vem uma "explosão de ideias" que está difícil de organizar. O uso da tecnologia hoje já é uma constante em meu trabalho. O quê usar e em qual momento, ainda não consegui definir. Muitas das atividades que vimos ao longo do curso como em música, teatro, ciências, a importância de trabalhar lateralidade, localização e linha do tempo, eu já havia trabalhado, mas não usava ou tinha tanta segurança no uso das tecnologias. Com certeza serão experiências mais enriquecedoras.