Este semestre está recheado de leis, leitura de alguns teóricos, estudiosos. Busca-se compreender o que aconteceu, porque acontece hoje, como as leis são aplicadas, quem é responsável, quem é beneficiado. É um semestre de muita reflexão sobre a sociedade, a escola, e a participação do professor como transformador.
Quantos de nós acredita ser um transformador? O que de fato faz para mudar suas práticas? Vemos na postura de vários colegas a mesma atitude a muitos anos, mesmo que o discurso seja "atual" as práticas são as mesmas.
Quando um psicólogo, psiquiatra, assistente social ou pedagogo não acredita na transformação positiva do ser, quem acreditará? Que outro profissional investe seu tempo em estudos sobre o Ser para que tenhamos uma sociedade capaz de respeitar cada indivíduo com suas características e contribuir para o bem comum? É entristecedor ouvir de colegas que o aluno "não tem mais jeito". Talvez esteja fora do alcance deste ou daquele profissional, que o professor não queira mais investir seus esforços e conhecimentos, mas dizer "não tem mais jeito" é limitá-lo ao fracasso. Quem tem o direito de decretar a falência do indivíduo, sem que ele tenha morrido?
domingo, 26 de outubro de 2008
domingo, 19 de outubro de 2008
Repensando Atitudes
Por uma série de acontecimentos desta semana, em sala de aula e fora dela, me percebi repensando minhas atitudes em relação aos meus alunos. Conversamos muito sobre troca, respeito, relacionamentos, ser colega, inveja, frustração, autoridade, fofoca... Há algum tempo eu tinha mais certeza em minhas atitudes, questionava pouco e geralmente achava que tinha tomado a atitude certa. Hoje reflito muito mais. Penso se havia uma outra forma de dizer o que foi dito, se poderia ter tomada outra atitude que pudesse ser mais eficiente. E, de forma nenhuma, isto me incomoda. O questionamento não significa insegurança, mas a tentativa de buscar um outro olhar para o mesmo fato. O que eu ainda não sei se foi a maturidade que me trouxe esta característica ou o curso que me faz sentir uma pessoa mais completa, segura, que não quer dizer certa ou infalível, e mais capaz de ajudar meu aluno a conhecer e lidar com seus próprios sentimentos.
domingo, 12 de outubro de 2008
Projeto Político Pedagógico e Regimento Escolar
Lendo o PPP e o Regimento de minha escola fiquei surpresa com o conteúdo. Sabia da existência deles, mas de fato nunca havia lido. Pensava que era uma parte burocrática dentro da escola de competência exclusiva da supervisão escolar. Realmente não lembro de em alguma escola em que trabalhei até hoje solicitar a participação de professores e muito menos da comunidade escolar. O que mais me impressiona é que não sou alheia aos problemas da escola e o andamento para a solução deles. Não estou afirmando que estas práticas não aconteciam nas escolas, mas eu não tomava conhecimento. Então, se eu que participo desconhecia, penso que muitas colegas desconhecem.
Quando solicitei a supervisora da escola uma cópia para fazer o trabalho de OEF, ela disse que pensou em tirar cópias para todos os professores para que discutíssemos em alguma reunião certos pontos que deveriam ser revistos, mas isto ainda não aconteceu. E se tivesse acontecido em outra escola eu lembraria.
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Organização do Ensino Fundamental
domingo, 5 de outubro de 2008
Política Públicas
O tema do projeto de aprendizagem do grupo a que pertenço são as Políticas Públicas e Sociais. Essas na realidade estão na nossa rotina dentro da escola. Há falta de algumas para garantir um ensino democrático e de qualidade e outras que devem ser cumpridas e que não acontecem no âmbito da escola. Na verdade parece que muitas idéias ainda estão no papel e não conseguimos executá-las. Os professores, pelo menos a maioria deles, sabe como exercer sua função para oferecer aos seus alunos ensino de qualidade. Vejo que cada vez mais procuram idéias e atualização para melhorar. Fico me perguntando porque de fato as coisas não acontecem. Tenho um aluno que já foi meu em 2005, passou por mais 2 professoras, repetindo a mesma série e retornou para minha turma novamente. O que deve ser feito para ajudar este aluno? Ele já foi encaminhado para atendimento ao longo destes 4 anos e nada de fato mudou. Ele continua lá igual como da primeira vez, sem ter acrescentado nada? A diferença é que ele cresceu, aprendeu a VIDA como todos os meninos de sua idade e agora mais velho procura e aprende novidades de seu interesse, que não é a escola. Logo, logo o caminho do mal vai chamá-lo e ninguém nesta sociedade vai gostar do que vai ver. O que fazer? Quem pode modificar esta situação? Este é um caso entre tantos, mas tenho certeza que todo professor conhece vários. Políticas públicas e sociais a serviço de quem se continuam na teoria?
domingo, 28 de setembro de 2008
Pensando!!!
Em época de eleição, e ainda neste semestre em que as interdisciplinas são teóricas com muitas leituras, acabo questionando as propostas de melhorar o que temos e a prática, o que realmente acontece. As leis, políticas públicas e sociais só terão efeito se houver comprometimento real das pessoas envolvidas para a efetiva implementação delas.
domingo, 21 de setembro de 2008
Projeto de Aprendizagem
A elaboração do Projeto de Aprendizagem tem me mostrado que envolve muito mais elementos que eu imaginava. Além do projeto em si que ainda não é bem claro para mim, me fez refletir a respeito de trabalhos em grupo.
"Minhas Certezas"- colocar os alunos agrupados não significa que estão trabalhando em grupo. É preciso orientá-los a trocas efetivas, respeitar a opinião e rítmo do outro, que a participação e cooperação de todos integrantes do grupo é importante para que se possa construir.
"Minhas Dúvidas"- Como trabalhar com os alunos para que tenham autonomia e as decisões do grupo sejam tomadas de forma heterárquicas, se nós professores ainda estamos aprendendo?
É uma caminhada longa e paulatina para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.
"Minhas Certezas"- colocar os alunos agrupados não significa que estão trabalhando em grupo. É preciso orientá-los a trocas efetivas, respeitar a opinião e rítmo do outro, que a participação e cooperação de todos integrantes do grupo é importante para que se possa construir.
"Minhas Dúvidas"- Como trabalhar com os alunos para que tenham autonomia e as decisões do grupo sejam tomadas de forma heterárquicas, se nós professores ainda estamos aprendendo?
É uma caminhada longa e paulatina para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.
domingo, 14 de setembro de 2008
Adulto precisa de escola?
Como já comentei em outras oportunidades, nunca havia pensado sobre a aprendizagem de adulto. Agora fazendo as leituras para os trabalhos das interdisciplinas de Psicologia da Vida Adulta, Organização e gestão da Educação e Organização do Ensino Fundamental comecei a refletir e questionar sobre a aprendizagem de adulto. Antes me parecia um universo ao qual eu não pertencia.
Quando fechou o curso noturno na escola onde trabalho, ouvi de colegas a justificativa de que poucos estavam frequentando e que a estrutura não poderia estar a disposição de poucos. A escola pública não foi criada e é mantida para dar lucro. É para construir uma sociedade justa e igualitária. Que justiça é esta que exclui um trabalhador que após um dia de trabalho ainda se dispõe a frequentar um curso e que na maior parte das vezes é pai-mãe de família e dá este exemplo admirável aos seus filhos.
É impossivel dizer que se está caminhando para a construção de uma gestão democrática se é posto na boca de nossos gestores justificativas capitalistas e autoritárias, pois a ordem veio da secretaria de educação, sem nunhuma consulta aos professores e comunidade escolar. Autonomia é poder escolher a cor do giz que se vai usar, quando se tem material?
Quando fechou o curso noturno na escola onde trabalho, ouvi de colegas a justificativa de que poucos estavam frequentando e que a estrutura não poderia estar a disposição de poucos. A escola pública não foi criada e é mantida para dar lucro. É para construir uma sociedade justa e igualitária. Que justiça é esta que exclui um trabalhador que após um dia de trabalho ainda se dispõe a frequentar um curso e que na maior parte das vezes é pai-mãe de família e dá este exemplo admirável aos seus filhos.
É impossivel dizer que se está caminhando para a construção de uma gestão democrática se é posto na boca de nossos gestores justificativas capitalistas e autoritárias, pois a ordem veio da secretaria de educação, sem nunhuma consulta aos professores e comunidade escolar. Autonomia é poder escolher a cor do giz que se vai usar, quando se tem material?
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