As leituras que estamos fazendo ao longo do semestre têm trazido novos conhecimentos e idéias de atividades variadas e importantes em nossa prática. Porém a necessidade de produzir e aplicar várias atividades em uma mesma semana torna difícil nosso trabalho e aprendizagem. Sinto-me uma executora de atividades sem muito tempo para elaborar o que foi lido, de testar, modificar para ver se funciona melhor de outra maneira, pois já temos mais inúmeras tarefas para realizar. Com a rapidez que lemos, aplicamos e mudamos de assunto é impossível aprender qualquer conceito ou conteúdo.
Se aprende a ser professor também com o erro dos nossos. Aprendemos o que não devemos fazer com os nossos alunos. Não há aprendizagem sem que se tenha tempo para elaborar, pesquisar, testar, discutir, enfim se apropriar do conhecimento em todas as etapas do processo de aprendizagem.
Isto eu já aprendi!!!!
sexta-feira, 23 de maio de 2008
sábado, 17 de maio de 2008
Interdisciplinas
Esta semana na aula presencial percebi a relação entre as disciplinas que estamos trabalhando este semestre. Ao trabalharmos vamos percebendo as ligações que têm em determinados pontos e por isto se chamam interdisciplinas. Nesta aula em especial onde falávamos sobre perguntas que os alunos fazem surgiram assuntos variados e comecei a lembrar dos vários trabalhos que tinha para fazer e a relação entre eles começou a formar uma rede, que foi a expressão usada pela professora de Estudos Sociais. Lembrei das relações topológicas que estamos vendo em estudos sociais e matemática e também geometria e no trabalho de ciências deveriam ser usados círculos e quadrados...e esta rede se formou e pela primeira vez neste curso eu realmente enxerguei a ligação de tudo. Que é o inteiro, que é a vida, o todo dia.
Como professora enxergo o meu aluno como um todo, ele não é feito de partes e não compreende de forma separada já que tudo está unido.
Como professora enxergo o meu aluno como um todo, ele não é feito de partes e não compreende de forma separada já que tudo está unido.
sábado, 10 de maio de 2008
Uma das funções do educador
Esta semana chamei pela terceira vez a mãe de um aluno para conversar e desta vez ela veio. Muito contrariada reclamou que mandei bilhetes para ela e se não obtive resposta foi porque ela não sabe ler! Me impressionou demais ver aquela jovem, mãe de quatro filhos, os mais velhos adolescentes, e ela não saber ler.
Reclamou da dificuldade que é criá-los, que a cada semana é chamada em uma escola e que fazia o que podia para sustentá-los. Ao longo da conversa pecebeu que não chamei-a para acusá-la de nada, que estava querendo ajudar o menino que mostra em seu comportamento que PRECISA de atenção. Combinamos termos uma conversa com ele para que o menino perceba que estamos todas tentando o melhor para ele e que ele também tinha que tentar cumprir algumas combinações para que tudo andasse bem. Foi uma conversa que começou tensa, mas se resolveu.
Penso que toda vez que converso com uma mãe conheço muito mais do meu aluno. Ele é o que pode ser na estrutura que vive, muitas vezes ele é bem melhor pela situação de vida que tem.
Também é função do professor ajudar seu aluno a crescer, aceitar as condições que a vida lhe oferece hoje, isto não quer dizer ser submisso, mas é importante ajudá-lo a perceber que ele construirá o próprio futuro e não deve se abater e desistir com os obstáculos. A tarefa do educador não se restringe a conteúdos.
Reclamou da dificuldade que é criá-los, que a cada semana é chamada em uma escola e que fazia o que podia para sustentá-los. Ao longo da conversa pecebeu que não chamei-a para acusá-la de nada, que estava querendo ajudar o menino que mostra em seu comportamento que PRECISA de atenção. Combinamos termos uma conversa com ele para que o menino perceba que estamos todas tentando o melhor para ele e que ele também tinha que tentar cumprir algumas combinações para que tudo andasse bem. Foi uma conversa que começou tensa, mas se resolveu.
Penso que toda vez que converso com uma mãe conheço muito mais do meu aluno. Ele é o que pode ser na estrutura que vive, muitas vezes ele é bem melhor pela situação de vida que tem.
Também é função do professor ajudar seu aluno a crescer, aceitar as condições que a vida lhe oferece hoje, isto não quer dizer ser submisso, mas é importante ajudá-lo a perceber que ele construirá o próprio futuro e não deve se abater e desistir com os obstáculos. A tarefa do educador não se restringe a conteúdos.
domingo, 4 de maio de 2008
Brincadeira e aprendizagem
Brincadeiras que sempre fiz com meus alunos como: "toca do coelho" e "caça ao tesouro" nunca pensei que pudessem ajudá-los na construção do conhecimento de localização, de ocupação do espaço e "contar o fim de semana" na ordenação e seqüenciação de fatos. Claro que eu tinha objetivos com estas atividades, mas não exatamente estes.
A leitura do texto de Aracy do Rego, Heloísa Fesch Menandro e Tomoko Iyda Paganelli me trouxe mais segurança no meu trabalho, me dando embasamento teórico para atividades que eu já fazia e ainda traz sugestões de várias outras atividades. Adorei!!!
Quando contamos o fim de semana ou fazemos a linha de tempo, percebo nas crianças a satisfação de saber que os colegas têm vivências diferentes e outras tão parecidas com as delas. Ela se sente comum e ao mesmo tempo especial. Assim aceita melhor suas dificuldades, seus percalços, já que com todos nem tudo é sempre bom. Esta troca faz com que se ajudem mais. Quando um aluno tem dificuldade os outros tentam auxiliar na sua compreensão.
A leitura do texto de Aracy do Rego, Heloísa Fesch Menandro e Tomoko Iyda Paganelli me trouxe mais segurança no meu trabalho, me dando embasamento teórico para atividades que eu já fazia e ainda traz sugestões de várias outras atividades. Adorei!!!
Quando contamos o fim de semana ou fazemos a linha de tempo, percebo nas crianças a satisfação de saber que os colegas têm vivências diferentes e outras tão parecidas com as delas. Ela se sente comum e ao mesmo tempo especial. Assim aceita melhor suas dificuldades, seus percalços, já que com todos nem tudo é sempre bom. Esta troca faz com que se ajudem mais. Quando um aluno tem dificuldade os outros tentam auxiliar na sua compreensão.
domingo, 27 de abril de 2008
As quatro operações
Trabalhar simultaneamente as quatro operações parecia impossível. O aluno deveria aprender primeiro a somar, depois subtrair, multiplicar e por último dividir. Achava-se que se o aluno não soubesse bem somar, não entenderia a multiplicação. Talvez isto tenha servido em algum tempo, ou fosse falta de estudos do processo de aprendizagem ou ainda falta de conhecimento da realidade das crianças. Hoje as crianças antes de virem para a escola já trabalham as quatro operações de várias formas com seus brinquedos, brincadeiras e no seu dia a dia. Então partindo daí para trabalhar em sala de aula é muito mais fácil e prazeroso.
Meus alunos estão se achando importante, pois queriam muito aprender a multiplicação. Quando perceberam que já estamos trabalhando e que eles em seu dia a dia já usam a multiplicação ficaram maravilhados. Usamos o material que temos à disposição: sucata, tampinhas, palitinhos, os próprios alunos... E as idéias partem dos textos lidos e atividades propostas na interdisciplina de matemática e nós juntos, professora e alunos, acabamos criando novas atividades, sempre dentro do contexto deles, do que eles já conhecem.
Meus alunos estão se achando importante, pois queriam muito aprender a multiplicação. Quando perceberam que já estamos trabalhando e que eles em seu dia a dia já usam a multiplicação ficaram maravilhados. Usamos o material que temos à disposição: sucata, tampinhas, palitinhos, os próprios alunos... E as idéias partem dos textos lidos e atividades propostas na interdisciplina de matemática e nós juntos, professora e alunos, acabamos criando novas atividades, sempre dentro do contexto deles, do que eles já conhecem.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Nova visão
As aulas de ciências sempre foram envolventes e os alunos sempre demonstraram curiosidade e participação, mas o conceito a ser trabalhado já vinha pronto e os alunos eram levados a chegar aquela conclusão. O aluno questionar o que estava fora do "roteiro" não era permitido.
Mostrar ao aluno que a ciência não tem verdade absoluta e que é temporária, que todas as hipóteses devem ser consideradas, é uma nova visão. O professor deve estar convicto que o ensino de ciências é uma prática social, assim contibui na formação de cidadãos.
Mostrar ao aluno que a ciência não tem verdade absoluta e que é temporária, que todas as hipóteses devem ser consideradas, é uma nova visão. O professor deve estar convicto que o ensino de ciências é uma prática social, assim contibui na formação de cidadãos.
domingo, 13 de abril de 2008
Qual a distância entre o pensar e o agir?
Ler o texto "Do acaso à intenção em Estudos Sociais" de Maria Aparecida Bergamanchi, me fez pensar o quê e quanto realmente aplico com meus alunos. Às vezes entramos em uma rotina e vamos repentindo algumas ações durante anos e nos distanciando de nossos ideais, do que realmente acreditamos. Defendemos em discussões, argumentamos, mas na prática nos distanciamos. Ser um transmissor de conhecimento é mais fácil que incentivar e auxiliar o aluno a construir seu conhecimento.
Assinar:
Postagens (Atom)